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Informações
Básicas
Texto O Vereador, Tito Zeglin, infra-assinado(a)(s), no uso de suas atribuições legais, submete à apreciação da Câmara Municipal de Curitiba a seguinte proposição: Projeto de Lei Ordinária: Denominação de bem público não especificada
Art. 1º - É denominado de Padre Roberto Landell de Moura, um dos logradouros públicos da Capital ainda não nominado. Art. 2º - Esta lei entra em vigor na data da publicação. Tito Zeglin
Vereador Justificativa ROBERTO LANDELL DE MOURA nasceu na Cidade de Porto Alegre - RS em 21 de janeiro de 1.861, morreu em 30 de julho de 1.928, na Cidade de Porto Alegre, cercado apenas por seus parentes e meia dúzia de amigos fiéis e devotos. ROBERTO LANDELL DE MOURA, Químico, Físico, Sacerdote e Inventor brasileiro, iniciou seus estudos no Colégio dos Jesuítas na Cidade de São Leopoldo no Rio Grande do Sul e terminou no Colégio Pio Americano e na Universidade Gregoriana em Roma - Itália. ROBERTO LANDELL DE MOURA jamais teria ido a Roma se, ao lado do Colégio Pio Americano não funcionasse uma Universidade Gregoriana. A ciência e a religião teriam falado a ROBERTO LANDELL DE MOURA a mesma linguagem sedutora. Foi em Roma que o jovem seminarista principiou a conceber as primeiras idéias em torno de sua teoria sobre a Unidade das Forças Físicas e a Harmonia do Universo. Foi ordenado em 28 de novembro de 1.886. De retorno ao Brasil, foi residir na Cidade do Rio de Janeiro, onde logo se espalhou seu nome como físico de valor. Cabe a este ilustre brasileiro, o Padre Inventor ROBERTO LANDELL DE MOURA a glória de ter sido o pioneiro da telecomunicação. Quanto aos seus inventos e descobertas, estes andam aí pelo mundo a fazer a glória de uns e a prosperidade de outros. Vejamos aqui um pouco de seu sonho, seu romance e sua tragédia: Injustiçado e incompreendido a seu tempo, com já aconteceu com tantos outros grandes vultos da humanidade, ao Padre ROBERTO LANDELL DE MOURA cabe preeminente posição na galeria dos homens ilustres do mundo, principalmente aqui no Brasil. As datas transcritas representam mais um título da glória que prevalece na sua contribuição inteligente, bem como, anterior iluminado Marconi. Talvez aí esteja implícita a explicação que distingue os sábios dos sabidos. Longe de querermos apequenar o "concurso" de Guglielmo Marconi neste setor, o que seria tarefa inglória a par de vã, já agora, manda a verdade que se diga de que Marconi foi apenas o primeiro a patentear o telégrafo sem fio (e com que presteza o fez). Chegada, pois a ocasião de arrancar do esquecimento e da ingratidão dos homens, principalmente da ingratidão dos nossos patrícios brasileiros, a memória do Padre LANDELL DE MOURA e reivindicamos para nós, para o Brasil, algumas das maiores conquistas científicas dos tempos modernos no campo da eletricidade:
Afora, outras de menor importância, como o microfone moderno, o telespeaker, etc... Não faltará quem veja nessa nossa afirmação de tão repentina e categórica que ela é, senão uma risível manifestação chauvinista, pelos um produto de rematada ingenuidade, quando não leviandade e ignorância, pois é por demais sabido que foi o italiano Gugliemo Marconi o "primeiro" a transmitir, sem fios, mensagens à distância. Isso é o que quase todos garantem. No entanto, não é bem assim, é discutível a originalidade de sua descoberta, onde se sabe que ela é toda baseada nas ondas elétricas de Hertz. Isto não levando-se em conta as experiências de Henry, Hertz, Sir Lodge, Branly e Righi, que foi o mestre de Marconi. A glória desta extraordinária realização deverá ser de justiça, dividida principalmente com o grande físico francês Edouard Branly. Branly em 1.885 faz a primeira experiência com centelhas em circuitos fechados. Quem ignora que Marconi aproveitando-se sagazmente dessas experiências, como também, utilizando-se de radiocondutor, ou coesor, descoberto pelo mesmo Branly e apresentado à Academia de Ciências de Paris no ano de 1.890, bem como, o gerador de Hertz, e do receptor de Popov, ampliou o raio de ação das transmissões sem fio, dando-lhe aplicação prática da transmissão e recepção de sinais elétricos, seu essencial e grande mérito, resultado, aliás, a que fatalmente teria chegado o próprio Branly, não fora a rapidez um tanto suspeitosa com que Marconi patenteou seu aparelho. Possivelmente essa é a causa da ida precipitada do discípulo de Righi (Marconi), a Inglaterra em 1.896, onde foi patentear "sua invenção", depois que seu país, a Itália recusou-se a aceitá-la. Antes de Marconi no ano de 1.893, um outro já havia transmitido mensagens, música e o tic-tac de um relógio à distância e sem fios, com resultados práticos e positivos, transmissões estas realizadas pelo nosso patrício Padre LANDELL DE MOURA. Isto esclarecido, saiba-se agora que as primeiras experiências de transmissão e recepção sem fio, efetuadas com pleno êxito pelo nosso patrício brasileiro Padre ROBERTO LANDELL DE MOURA, experiências estas baseadas nas ondas LANDELLIANAS, tiveram lugar na Cidade de São Paulo, mais precisamente na Avenida Paulista, nos anos de 1.893 e 1.984. É de se notar que tal ocorreu mais de um ano antes da primeira e rudimentaríssima experiência de Marconi na primavera de 1.985 e seis anos antes do primeiro radiograma de Marconi, o Padre LANDEL DE MOURA transmitia sons em 1.893 e começou sinais em 1.984; o Padre LANDELL fez suas primeiras transmissões a uma distância de 8 quilômetros entre o emissor e o receptor. Saiba-se mais que, se seus inventos só foram patenteados, um em 1.900 e outros mais tarde, o que lhe tirou apenas a prioridade científico-oficial. Deve-se isso exclusivamente às desumanas perseguições de que foi vítima aquele eminente clérigo, e as sérias dificuldades financeiras com que lutou em toda sua existência.
Constituiu um sucesso a transmissão e recepção, sem fio, como noticiou o Jornal do Comércio do Rio. Nova e sensacional demonstração feita do alto da Avenida Paulista para o alto de Sant`Ana, numa distância de oito quilômetros com a presença, entre outras testemunhas, a do Cônsul da Inglaterra em São Paulo, Sr. C.P. Lupion e sua família. Desconcertante, porém, foi a reação popular: Impostor, mistificador, bruxo, padre renegado, herege, foram alguns do epítetos que recebeu da população. Vindo também a ser arrombada a porta de sua casa lá em Campinas, sendo destruídos o seu laboratório, e todos os seus aparelhos e suas "máquinas infernais", como diziam os incultos ignorantes e fanáticos vândalos. E foi em Campinas, no ano de 1.892, nessa época burgo tranqüilo e devoto, propício ao estudo e meditação, que o Padre Landell de Moura positivou, ou melhor, deu forma às suas teorias, sobre as quais, aliás, não deixara de refletir um único momento. Ali, pois, atirou-se afoitamente ao trabalho de investigação e apuro, e foi também ali que deduziu o seguinte princípio: "TODO MOVIMENTO VIBRATÓRIO TENDE A TRANSMITIR-SE NA RAZÃO DIRETA DE SUA INTENSIDADE, CONSTÂNCIA E UNIFORMIDADE DE SEUS MOVIMENTOS ONDULATÓRIOS, E NA RAZÃO INVERSA DOS OBSTÁCULOS QUE SE OPUSEREM A SUA MARCHA E PRODUÇÃO". Mas não parou aí o ousado Padre. Daí partiu para o grande postulado: Espírito incontentado, sempre em busca do "mais além", formula então, audaciosamente o seguinte grande postulado, que foi, talvez, a causa principal de todos os seus sofrimentos, pelo grande escândalo que provocou entre seu inculto e ignorante rebanho. "DAI-ME UM MOVIMENTO VIBRATÓRIO TÃO INTENSO QUANTO A DISTÂNCIA QUE NOS SEPARA DESSES MUNDOS QUE ROLAM SOBRE NOSSA CABEÇA, OU SOB NOSSOS PÉS, E EU FAREI CHEGAR MINHA VOZ ATÉ LÁ". Como, Pois então havia um Ministro de Deus que insinuava a pluralidade dos mundos habitados, com os quais poderia falar? Esse postulado, que pretendia seu um grande bem, foi o seu grande mal. Era necessário emudecer esse Padre histérico. Urgia fazê-lo calar-se! Mas de que maneira? Estrangulando-lhe a voz, antes que ela pudesse chegar até lá. E foi o que procuraram fazer. O que não puderam impedir, entretanto, foi que ela fizesse, pelo menos, uma parte do percurso. E aí estão hoje as estações de rádio a atestá-lo. Hoje este postulado já é comum para todas as pessoas, até para os mais leigos, pois faz parte do nosso dia-a-dia, portanto, pode-se imaginar o escândalo que teria provocado a insólita e audaciosa afirmação no meio inculto em que foi lançada. Até aqui falamos de pessoas incultas, vamos ver o outro lado da medalha: Em 1.905, ao retornar dos Estados Unidos onde permaneceu por 3 anos patenteando seus inventos o Padre Landell de Moura, imediatamente após sua chegada dirigiu-se por escrito ao então Presidente da República do Brasil, Dr. Rodrigues Alves, solicitando de V. Exa., dois navios de nossa esquadra de guerra, para uma demonstração de seus inventos. O Presidente, homem culto e superior, embora um pouco desconfiado dias mais tarde mandou um dos seus assistentes para um entendimento com o Padre, a fim de saber qual a distância que devia ficar um navio do outro na Baía da Guanabara. - Distância, responde o Padre. Dentro da Baía? Não Doutor! - Fora da Baía, em alto mar, e a distância máxima que for possível. - Quantas milhas, por exemplo, reverendo? - As que quiserem ou puderem, afirmou com decisão. - Meus aparelhos podem estabelecer comunicação com quaisquer pontos da terra, por mais afastados que estejam um dos outros. Presentemente, porque, futuramente, servirão até mesmo as comunicações interplanetárias. Coube desta vez, ao oficial ... de Gabinete, olhá-lo de alto a baixo. Muito bem, reverendo. Farei V. Exa., ciente do que me diz. - Chegando ao Palácio, transmite sua impressão ao Presidente: Excelência, o tal Padre é positivamente maluco, imagine que ele chegou até a falar-me na possibilidade de conversar, um dia com outros mundos. No dia seguinte, um telegrama muito amável da Secretaria da Presidência da república informava ao grande brasileiro não ser possível no momento, lamentavelmente, atender ao seu pedido, devendo por isso aguardar oportunidade. Houvesse o Presidente Rodrigues Alves atendido ao pedido do Padre Landell de Moura! ... Um navio de guerra brasileiro ancorado na Baía de Guanabara e outro em alto mar, bem longe, como Landell queria, a permutarem, pela primeira vez, mensagens de rádio! Que sucesso! Que glória para o Brasil! Mas acredito que não devemos nos alongar mais neste assunto. OTTO ALBUQUERQUE afirma em seu livro, NO AR: A LUZ QUE FALA, que o Padre Roberto Landell de Moura não patenteou, no devido tempo seus Transmissores com Manipulador e Microfone e Receptadores com Coesor. Entretanto, alega Albuquerque: "E fez com Microfone, invenção sua incluída no Transmissor de 1.894, com Patente Internacional dos Inventos, sendo portanto, o criador da Radiofusão". Ao lado de SANTOS DUMONT, foi o principal cientista brasileiro deste século. Não obstante, pouco se divulgou até hoje sobre a importância de sua contribuição à causa científica mundial e brasileira, onde foi extremamente expressiva sua ação pioneira no campo da eletrônica e das telecomunicações. Pouquíssimos jovens brasileiros em nossos ginásios, ignoram quem foi Guglielmo Marconi. Entretanto não há, talvez vinte milhares de brasileiros adultos que saibam, exata ou aproximadamente, quem foi o Padre Roberto Landell de Moura, ou já tenham, mesmo, algum dia, ouvido ou lido esse nome. É um brasileiro anônimo entre milhões de patrícios brasileiros anônimos. (ESTE TEXTO, EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS É TRASLADO DO LIVRO RADIOAMADORISMO: Hobby? ou Ciência? - de autoria do radioamador Veterano Mário Keiteris - py2mxk/1999)
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